Número de drones registrados nos EUA chega a 300 mil

Legislação local, que entrou em vigor em dezembro de 2015, exige cadastro de aeronaves com até 25 kg

O número de drones recreativos registrados nos Estados Unidos está próximo da marca de 300 mil unidades, de acordo com dados divulgados ontem pela Federal Aviation Administration (FAA), autoridade do governo norte-americano responsável por controlar o espaço aéreo.

De acordo com o órgão, 295.306 drones foram registrados por seus donos no período de 30 dias após o anúncio da nova regulamentação americana para drones, em 21 de dezembro de 2015. O documento tenta reduzir o número de acidentes provocados por este tipo de aeronave não tripulada, bem como prevenir o uso dos equipamentos para lazer próximo a aeroportos.

A nova legislação exige que todos os drones com peso entre 250 gramas e 25 kg sejam registrados nos EUA. Após o cadastro, cada um deles recebe um número de identificação, que deve ser fixado ao aparelho em local visível. Como uma placa em um automóvel, a identificação dos drones permite que os donos sejam localizados caso a aeronave esteja envolvida em um acidente.

De acordo com especialistas, as vendas de drones no período anterior ao feriado de Natal ficou entre 700 mil e 1 milhão de unidades nos Estados Unidos. “Os números de registro que estamos vendo até agora são muito encorajadores”, disse o administrador da FAA, Michael Huerta. Todos os drones, mesmo os que foram comprados antes de a nova legislação entrar em vigor, devem ser registrados até 19 de fevereiro.

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Vendas de drones no período anterior ao Natal ficou entre 700 mil e 1 milhão de unidades nos EUA

Aeromodelos. No Brasil, a Secretaria de Aviação Civil (SAC) coordena um grupo de trabalho para criar um conjunto de regras para o uso de drones no País. As principais diretrizes da legislação serão determinadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em breve, depois de analisar as mais de 260 contribuições que recebeu durante uma consulta pública realizada ao longo de setembro do ano passado.

Se o texto for aprovado conforme o original, a Anac deve considerar os drones de uso recreativo como aeromodelos. Ao contrário dos drones para uso comercial, eles estarão sujeitos a regras mais simples, que já estão em vigor.

Atualmente, os aeromodelos só podem decolar em pistas distantes de grandes centros e devem ser homologados pela Confederação Brasileira de Aeromodelismo (Cobra). Ao se associar a um clube destinado à prática, o piloto recebe uma licença operacional que inclui um seguro para acidentes.
Ainda não há previsão de quando a legislação da Anac será anunciada.

Fonte: Estadão

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