A equipe Black Bee, experiente time que representa o Brasil em competições internacionais, fará demonstrações diárias durante a Feira DroneShow de habilidade com cenário especial dentro da gaiola, utilizando inteligência artificial proporcionando voo 100% autônomo, sem o controle do piloto, ou seja toda o planejamento do operação é feito previamente, mediante um percurso e localização de obstáculos conhecidos.

Desafios Drones Autônomos

As provas a serem realizadas diariamente como demonstração serão as seguintes:

• Pouso em uma plataforma que se movimentará (manualmente) pela área de voo, de forma que o drone pouse baseado em visão computacional e/ou outros mecanismos de precisão. A ideia é mostrar que é possível realizar um pouso preciso com um drone de maneira autônoma e sem auxílio de um GPS.

• Voo de uma lado ao outro de forma que o veículo desvie de alguns obstáculos no caminho, como passar por um arco, por exemplo.

• Missão colaborativa com drones – a ideia é simular uma das provas que serão realizadas no IMAV 2017, na qual dois drones devem carregar uma carga por uma certa distância, isto também de maneira autônoma.

Cada voo – ou seja, cada prova – terá um tempo de execução de cerca de 5 minutos, podendo variar para mais ou para menos.

Dança com Drones

A equipe Black Bee fara uma apresentação em menor escala baseada nas “danças com drones” muito comuns em alguns grandes eventos fora do país.

Na ocasião, utilizando dois drones Parrot Bebop 2, um mapa de padrões dispostos no chão, definindo a área de dança, e uma música editada pela equipe, os drones deverão realizar coreografias sincronizadas, demonstrando o poder de programação e a habilidade de controlar mais de um drone simultâneamente.

Batalha de Drones

Uma verdadeira Batalha de Drones será realizada na gaiola do DroneShow 2017.

Confira a seguir os requisitos de segurança e regras para os participantes do projeto piloto de competição de Batalha de Drones a ocorrer na Drone Show Latin America 2017. Tais regras se destinam a garantir a operação segura dos equipamentos ao longo do evento. Elas são baseadas nos procedimentos adotados pelos mais importantes torneios da categoria. Tais regras estão sujeitas a modificações a qualquer momento pela organização da competição, caso seja necessário:

1. Todos as equipes participantes devem provar a operabilidade e dirigibilidade de seus drones antes da batalha. Esta verificação será realizada antes do primeiro vôo. Para tanto é necessário que o piloto faça um vôo experimental demontrando que é capaz de pilotar e que o veículo está em condições para tal tarefa.

2. Cada equipe deve garantir que as frequências utilizadas estejam de acordo com os regulamentos da Agência nacional de telecomunicações (ANATEL).

3. As equipes participantes devem entregar a organização uma lista de todos os equipamentos de rádio e frequências que desejam utilizar ao confirmarem participação na competição.. Ligar transmissores do rádio controle, dados e vídeo só é permitida se a equipe estiver em posse da “ficha de frequência” para evitar possíveis interferências.

4. Os drones de combate que possuam tais saliências afiadas ou potencialmente perigosas, devem ser mantidas cobertas ou protegidas, fora da arena, para proteção dos participantes do evento.

5. A equipe é sempre responsável pela segurança de seus drones e é responsável por quaisquer acidentes causados por suas aeronaves.

6. As responsabilidades dos competidores incluem todos os quesitos de segurança, condições de operação, projeto, conformidade e adaptação para uso em qualquer propósito particular dos drones. Os coordenadores/capitães de equipe são responsáveis por todos os aspectos pertencentes aos drones e aos membros de sua equipe.

7. Os pilotos das aeronaves só podem levantar voo, se os controles respectivos de cada aeronave estiver afivelados ao piloto para evitar que o rádio controle caia no chão.

8. O tamanho máximo horizontal da drone (incluindo lâminas) está limitado a 1 metro e 10 centimetros.

9. O peso máximo de decolagem do drone (incluindo carga) é limitada a 5 kg.

10.Equipamentos e operações devem cumprir a lei brasileira. Somente drones de propulsão elétrica serão autorizados a participar das competições.

11.Só será permitido drones que possuam navegabilidade mínima (realizar pouso, decolagem e deslocamento de maneira controlável).

12.O não cumprimento com os regulamentos de segurança e proteção, levará a desclassificação da equipe e a proibição de voo de todos os drones da equipe infratora pelo resto da competição.

Veja aqui as restrições para a batalha de drones (em formato pdf).

Para saber mais ou apresentar sua experiencia prática de voo autônomo, envie um email para app@droneshowla.com

Importante: atividades com livre acesso para os visitantes do DroneShow 2017, a serem apresentadas em todos os dias da feira, de 9 a 11 de maio no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo (SP).

Sobre a Black Bee Drones

A Black Bee Drones é a primeira equipe acadêmica do Brasil que desenvolve aeronaves não tripuladas capazes de realizar missões complexas que requerem alto nível de inteligência artificial. Atualmente, é formada por 18 estudantes da Universidade Federal de Itajubá dos mais variados cursos de graduação, sendo eles engenharia ambiental, eletrônica, mecânica, de controle e automação, de produção, e
do curso de ciência da computação.

A equipe foi criada em agosto de 2015 e com menos de 2 anos de existência já representou o Brasil em 2 campeonatos mundiais, sendo um na China e outro na Alemanha, onde conquistou a terceira colocação na competição outdoor. Além disso, recebeu uma menção honrosa por ser a única equipe formada apenas por graduandos, sendo que as demais eram formadas por mestrandos e doutorandos.

A equipe projeta e desenvolve seus drones para participar da competição internacional denominada IMAV (International Micro Air Vehicle Conference and Competition). A IMAV é um evento anual que permite que grupos de pesquisa de todo o mundo partilhe seus conhecimentos e os estimula a se concentrarem em pesquisas que podem ser aplicadas em cenários da vida real.

Na competição, a equipe deve realizar provas que simulam procedimentos de emergência como mapeamento de território, localização de vítimas, coleta de água, combate a incêndio, entrega de pacotes, perseguição a um veículo, entre outras, tudo autonomamente, ou seja, sem intervenção humana durante o voo. A Black Bee é uma das pioneiras no uso de inteligência artificial embarcado em drones, permitindo o
mesmo aprender e tomar decisões durante o voo.

Apesar de recente, a Black Bee já é referência no ramo dos drones, sendo por 2 anos consecutivos convidada para expor na Campus Party Brasil, a maior feira de tecnologia do Brasil, sendo inclusive reconhecida como projeto destaque na décima edição do evento, que foi realizado em Janeiro de 2017.

Em 2016, a Black Bee também foi destaque na maior feira de drones da America Latina, a DroneShow Latin America, onde foi palestrante, participou de debates e despertou o interesse de diversas empresas para parcerias e realização de novos projetos. A participação na DroneShow trouxe um grande reconhecimento para a equipe. A revista Época Negócios fez uma matéria com o tema “Eles fazem um drone
pensar”, dedicando uma página inteira da edição de Junho sobre o projeto. E em 2017 a equipe terá uma participação ainda mais efetiva no evento. Além de expositora também vai participar de debates e do desafio drone autônomo, fazendo demonstrações de voo que simulam as provas da competição internacional.

Com tamanha visibilidade, conhecimento e resultados, a SAE BRASIL (Associação de engenheiros responsável pela regulamentação da engenharia de mobilidade e também organizadora de competições acadêmicas como Baja, Aerodesign e Fórmula) procurou a Black Bee para a criação da primeira competição de drones autônomos voltada ao ensino médio-técnico do Brasil. Com isso, em 2016, a equipe ofereceu um
curso de treinamento e capacitação para professores e alunos das escolas de nível médio-técnico dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. E, além de auxiliar na organização e formulação das regras da competição, ainda será juiz e fiscal.

Em 2017, a Black Bee vai participar de três grandes eventos: a DroneShow Latin America, que será em São Paulo dos dias 9 a 11 de maio; a Fórmula Drone, que acontecerá no campus da UNIFEI dos dias 19 a 21 de maio; e a IMAV, que acontecerá em Toulouse de 18 a 22 de setembro.

Mesmo recente e com poucos recursos financeiros, a Black Bee Drones já mostrou seu grande conhecimento e capacidade tecnológica. Na competição realizada na China, conseguiu resultados superiores a países consagrados em tecnologia, como França e Holanda. Mas para continuar representando o Brasil nos eventos internacionais precisa do apoio de empresas para investir em pesquisas e assim
melhorar aspectos-chave nos mais diversos ramos das engenharias.